Gestão

Aplicando o descarte correto de materiais como parte da rotina de produção

A sustentabilidade deve ser encarada cada vez mais pelas empresas de comunicação visual não apenas como uma forma de cumprir as exigências da legislação ambiental e mostrar aos seus consumidores a consciência ecológica, mas também como um processo simples e automático da rotina. Um exemplo disso é o descarte de materiais, também chamados de resíduos sólidos.

Segundo o Guia Técnico Ambiental da Industria Gráfica, feito em parceria por entidades como a Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), a ABTG (Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica) e o Sindigraf (Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo), os principais resíduos são resultantes do processo de produção, ou seja, as sobras de substrato, impresso ou não, geradas durante o processo de impressão ou acabamento. Elas são classificadas como Classe IIA ou IIB, de acordo com a norma ABNT NBR 10.004:2004. Ou seja: não são resíduos perigosos.

Dados da ABTG apontam que a geração de aparas de produção varia de 5% a 36% do volume produzido. E aí entra um detalhe bacana: elas são passíveis de reciclagem em quase todos os casos. Cabe apenas um pouco de boa vontade para isso e tornar a sustentabilidade algo concreto no dia a dia.

Resíduos sólidos perigosos precisam receber uma atenção especial no seu manuseio, armazenamento, transporte e destinação

A geração de efluentes líquidos, resultados principalmente do processos de pré-impressão em offset e flexofrafia deve ter um tratamento biológico, físico, químico ou uma combinação deles antes de ser lançado na rede de esgoto ou infiltrar o solo. Esse tratamento poderá ser efetuado tanto em Estações de Tratamento de Efluentes instaladas na própria planta, quanto enviando-se os efluentes brutos para empresas especializadas que obedecem os parâmetros estabelecidos e exigidos na lei.
Há, porém, outros resíduos comuns, como as embalagens de matérias-primas –capas de bobinas de papel ou cartão, envoltórios das latas de tinta ou as próprias latas vazias. E com essas, também, sem desculpa: como geralmente são de plástico ou cartão, é só encaminhar para reciclagem.

Mas nem tudo é tão simples. O problema vem, sobretudo, com os resíduos sólidos da Classe I – aqueles que são perigosos. Eis uma pequena lista deles: latas plásticas contendo restos de tinta pastosa, solvente de limpeza sujo, sobras de tinta, vernizes ou adesivos, panos de limpeza sujos com solventes orgânicos e tinta, insumos químicos vencidos ou fora de especificação, equipamentos de proteção impregnados com químicos e óleo lubrificante queimado.

Eles precisam receber uma atenção especial no seu manuseio, armazenamento, transporte e destinação. Cada uma dessas etapas, contudo, exige uma legislação específica no âmbito federal, estadual e/ou municipal. É preciso consultá-las rapidamente e entender como funcionam as regras locais.

Vale lembrar que alguns desses resíduos da Classe I podem ser reaproveitados. O óleo lubrificante, por exemplo, pode ser refinado, o solvente sujo pode ser encaminhado para recuperação, os panos de limpeza podem ser higienizados em empresas especializadas. E até as sobras de tinta podem ser utilizadas na produção de outras tintas. No fim das contas, o nosso bolso agradece.

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